APUCARANAHOJE
30 setembro 2010
29 setembro 2010
Vazio
27 setembro 2010
Desenvolvimento
26 setembro 2010
Vida
25 setembro 2010
Penitenciária
24 setembro 2010
Lista
23 setembro 2010
Pancadaria
22 setembro 2010
Auxílio Reclusão
O professor Luis de Faveri, diretor do Colégio Estadual “Antônio dos Três Reis Oliveira”, em Apucarana, contava hoje (22/09) ter ouvido de uma senhora que a renda de sua família é superior a R$ 3 mil, mesmo o marido estando cumprindo pena em unidade prisional. Na conversa com outra interlocutora, a mulher relatava que desde a prisão do marido recebe o benefício da Previdência Social.
Surpreso com a afirmação da mulher, o professor me indagou se aquilo era possível. Pois é, caro leitor, o benefício aos dependentes de presos existe no Brasil desde 1960 e foi mantido na Constituição Federal de 1988.
Esse benefício é pago aos dependentes durante o período em que o segurado está preso sob regime fechado ou semi-aberto e que não receba qualquer remuneração da empresa para a qual trabalha, nem auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço. Não recebem auxílio-reclusão os dependentes do segurado que estiver em livramento condicional ou em regime aberto.
De acordo com o Boletim Estatístico da Previdência Social, o INSS pagou 26.645 benefícios de auxílio-reclusão na folha de dezembro de 2009, em um total de R$ 14.495.920. Desses, R$ 13.090.699 foram destinados a dependentes de segurados da área urbana e R$ 1.405.220 da rural. A média paga a dependentes de segurados da área urbana foi de R$ 555,44, enquanto na rural foi de R$ 456,69.
Veja que pelo tempo de existência desde benefício – 50 anos – não foi uma invenção do Governo Lula, o pai dos pobres. Nem nasceu de uma criativa idéia de Dilma Rousseff, quando ocupava a chefia da Casa Civil.
É coisa antiga e basta cometer um crime para ter a família assistida pelo cidadão comum. Enquanto isso, a Previdência Social nega o benefício assistencial para um cidadão de 82 anos e doente, mesmo a Justiça garantido que ele tem direito. Os bens pagos advogados da Previdência Social usam de todos os meios para impedir que o cidadão receba a pensão.
É o país da vergonha, onde a roubalheira é escancarada e que caminha para a ditadura, nos mesmos moldes do regime totalitário de 1964.
21 setembro 2010
Precaução
20 setembro 2010
Liberdade
18 setembro 2010
Interior
A possibilidade de segundo turno na campanha para o Governo do Paraná está evidenciada, depois da pesquisa DataFolha, divulgada ontem pela Rede Paranaense de Televisão e hoje no jornal Gazeta do Povo. Hoje, Beto Richa (PSDB), teria 45% das intenções de voto contra 40% de Osmar Dias (PDT). No levantamento passado, realizado entre os dias 8 e 9 de setembro, o prefeito da capital tinha 44% e Osmar Dias 38%.
É no interior do Estado que o candidato Osmar Dias tem a preferência do eleitorado. Segundo o DataFolha, o senador pedetista cresceu cinco pontos percentuais, subindo de 40 para 45%, enquanto Beto Richa permaneceu em 40%. Na capital, Richa caiu de 62 por 57 pontos; e Osmar Dias, subiu de 25 por 26%. A oscilação do senador está dentro da margem de erro – três pontos percentuais.
Outros dados: Richa perdeu eleitores na faixa de 25 a 34 anos, caindo de 55% para 44 por cento. Já Osmar Dias cresceu de 34 para 42% na faixa de 60 anos ou mais; e de 37% para 42% entre os menos escolarizados.
Na pesquisa espontânea, Beto Richa cresceu dois pontos (32 para 34%), ao passo que Osmar Dias saltou de 25 para 29%, crescimento de quatro pontos percentuais.
Estes dados podem ser verificados diretamente no DataFolha. Nesta pesquisa, foram ouvidos 1.246 eleitores, com 16 anos ou mais de idade, entre os dias 13 e 14 de setembro de 2010, em 47 municípios. A margem de erro para a amostra é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
17 setembro 2010
Reformas
Pesquisas

É a situação da pesquisa eleitoral, que em caso de dúvida somente poderia ser contestada judicialmente. Hoje, os institutos de pesquisas devem registrar a consulta na justiça eleitoral e disponibilizar os números imediatamente após a divulgação.
Foi com base nesta facilidade legal que me debrucei sobre a pesquisa DataFolha, realizada de 8 a 10 de setembro, para ouvir o eleitor sobre a intenção de votos ao Governo do Paraná. A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob número 28834/2010, ouviu 1.200 pessoas em 46 municípios paranaenses. Numa simples equação matemática, os pesquisadores, em apenas três dias, consultaram 26 pessoas por cidade ou oito por dia.
Mas a pesquisa traz um dado interessante. Dos pesquisados, 400 são de Curitiba e, portanto, são 800 no restante do Estado. Ocorre, porém, que dos municípios restantes, sete são da Região Metropolitana de Curitiba. Tomando por base que oito pessoas foram entrevistadas nestas cidades, totalizando 56 consultados, restaram 744 pessoas nas demais cidades (38) definidas pelo instituto. Isto corresponde a 19,6 eleitores consultados em cada município.
É importante lembrar que o Paraná tem 399 municípios e 7.601.553 eleitores cadastrados, o número de pesquisados é insignificante em relação ao contingente eleitoral, pois atinge aproximadamente 0,015% do eleitorado. Os dados da pesquisa mostram a relação de cidades, mas sem o número de pesquisados em cada local.
Os números são claros, mas pouco avaliados pelos eleitores. Estes se debruçam apenas aos números fechados, não se atentando às minúcias da pesquisa. O eleitor, facilmente influenciável, pode decidir seu voto pelo resultado da amostra, sem se atentar às propostas do candidato, à sua conduta na vida pública.
Aí reside o risco de seu eleger pela pesquisa e colocar uma pessoa despreparada no comando da administração pública.
16 setembro 2010
Colados
15 setembro 2010
Nostalgia
14 setembro 2010
Agenda
Novidade
12 setembro 2010
Crescimento
11 setembro 2010
Fracasso
10 setembro 2010
Realidade
Analistas políticos entendem que o crescimento de Osmar Dias nas intenções de voto da pesquisa do Ibope, divulgada pela Rede Paranaense de Televisão, se deve ao efeito Lula, ou seja, da presença do Presidente da República nos programas de rádio e TV.
Beto tinha 50% e caiu para 47%. Osmar Dias subiu de 34% para 38%. A diferença, que chegou a 16 pontos, caiu para nove.
Este pode ser um dos pontos de referência, mas no meu entendimento dá-se, também, pelas exeqüíveis propostas de governo apresentadas pelo candidato. O eleitor está tendo tempo suficiente para analisar o que é possível de ser realizado pelo governante. O senador trouxe ao rádio e à TV, nos últimos dias, um programa de governo que atende às necessidades dos paranaenses, principalmente aos do interior.
Beto Richa, não se sabe por quais razões, perdeu o foco ao longo do programa eleitoral, mostrando um ar de “já ganhou” e isto foi notado de forma clara pelo eleitorado. Richa também errou ao comparar o trabalho realizado na capital e o que pretende fazer no interior. São realidades e necessidades distintas.
Também há o choque de realidade. Beto Richa se apresentava ao interior do Paraná como o melhor prefeito da história de Curitiba, graças à imprensa amestrada, paga pelos cofres públicos. Hoje o cidadão vê que a capital vive o caos, com problemas de tráfego, transporte coletivo, saúde, segurança e saneamento básico. As grandes obras anunciadas não foram concluídas e o curitibano sofre pelo descalabro administrativo deixado pelo ex-prefeito.
Richa também mostrou descontrole, ao afirmar que os professores são “laranjas podres” e precisam ser eliminados. Quem paga caro por enfrentar a turma do magistério estadual é Álvaro Dias. O mesmo acontece agora com o ex-prefeito de Curitiba.
Já Osmar Dias é mais cordado, apesar da cara de “Urtigão”, abrindo diálogo com os servidores públicos estaduais. É conversando que se conhece a realidade de cada segmento e o senador vem fazendo isso há vários dias, conquistando seu espaço e apresentando propostas concretas.